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Ao longo da história, a humanidade vem atravessando diversas crises como guerras, epidemias, catástrofes naturais e outras situações que, de uma forma ou de outra, impulsionaram o crescimento pessoal e profissional das pessoas. Da mesma forma, promoveram o desenvolvimento de inúmeras ferramentas e soluções, que têm transformado o ambiente de negócios e potencializado cada vez mais a eficiência das empresas e das pessoas.

Mais recentemente, a Pandemia do COVID-19 trouxe mudanças disruptivas para a vida das pessoas, que precisaram aprender e se adaptar a um novo contexto para manter sua empregabilidade. Nesse aspecto, acelerou de forma drástica e veloz a utilização de soluções tecnológicas nos ambientes doméstico, de estudo e de trabalho, aumentando ainda mais os desafios para as pessoas se manterem atualizadas, eficazes e eficientes. A velocidade com que as mudanças vêm ocorrendo, tanto na forma das pessoas de se relacionar, como de trabalhar e liderar as equipes, demandam habilidades e competências cada vez mais especializadas para os líderes do presente e do futuro. Inclusive, de acordo com o Fórum Econômico Mundial (2020), atualmente, a liderança é uma das características mais relevantes para ser desenvolvida nos profissionais contemporâneos, consolidando-se como competência indispensável ao profissional do futuro.

Se, no passado recente, para garantir a sustentabilidade das organizações, os líderes atuavam em quatro grande pilares: estratégia, inovação, execução,cultura e valores, atualmente, o “novo normal” traz à tona a necessidade de ampliar as competências dos líderes para que sejam capazes de continuar a orientar seus seguidores, mostrando-lhes o caminho e garantido a competitividade dos negócios.

Assim, liderança híbrida, equilíbrio e ambidestria organizacional são três das principais competências que precisam ser desenvolvidas. Em primeiro lugar, a liderança híbrida é a capacidade do líder em, de forma síncrona ou assíncrona, liderar virtualmente o que antes era feito cara a cara. Agora, remotamente, tem que engajar a equipe na execução do plano estratégico da organização, de forma sustentável e eficiente. Em segundo lugar, a habilidade de manter o equilíbrio pessoal e profissional dos liderados, mantendo sua sanidade mental e emocional frente à constante e frenética carga de trabalho, ampliada pela virtualização, e evitar a síndrome de Burn Out (estresse crônico relacionado ao trabalho) é outra das competências que o líder do futuro precisa desenvolver. Por último, o conceito de Ambidestria Organizacional diz respeito à capacidade das empresas em atuar, simultaneamente e de forma bem sucedida, em duas frentes organizacionais: a da execução operacional perfeita, por custos menores e maior competitividade, e a da constante busca pela inovação de produtos, serviços e processos, rompendo barreiras e gerando experiências únicas e memoráveis para seus clientes. Para isso, os líderes das equipes de operação precisam despertar em sua equipe a sensibilidade da cultura da inovação, traduzindo a estratégia da companhia em práticas do dia a dia, motivando os liderados a realizarem entregas “UAU”, acima da média, realmente diferenciadas e inovadoras, capazes não somente de satisfazer seus clientes, mas realmente surpreendê-los. Sem dúvida, alinhar tudo isso e prosperar frente às mudanças atuais não é uma tarefa trivial para as empresas, até mesmo porque não se trata apenas de trabalhar as competências técnicas dos líderes e seus liderados mas, sobretudo, investir em ações de capacitação comportamental para fomentar as famosas soft skills, como o mindset digital, a inteligência emocional, o inter relacionamento, a autonomia e a liderança em si, dentre outras importantes habilidades e competências.

Cada vez mais, o desenvolvimento tecnológico vem desenhando os cenários do mercado de trabalho futuro e intensificando a demanda por novas habilidades e competências. Metaverso, 5G, Inteligência Artificial (IA) e Computação Quântica apontam no horizonte como tecnologias que prometem estar no cotidiano das empresas de quaisquer setores de atuação. E, quando atuam em conjunto, estas inovações criam desafios exponenciais para as empresas e seus líderes, que precisam manter a eficácia, eficiência e efetividade dos negócios, gerar pessoas protagonistas do seu desenvolvimento, com mindset digital e propícios a buscar o conhecimento constante (lifelong learning). Por exemplo, através de um Mapa Crítico de Funções, é possível para o líder mapear na sua força de trabalho o que pode ser feito por máquinas e o que deve ser feito pelas pessoas, integradas à tecnologia, de maneira única e humanizada, criando um significativo diferencial competitivo. Para isso, o líder precisa buscar constante atualização de conhecimento, abrir mão de paradigmas e conceitos cristalizados, abraçar a diversidade e liderar de maneira inclusiva, decodificar conceitos e estratégias, dar exemplos reais para seus seguidores e estimular o lifelong learning.

Em conclusão, liderar equipes no contexto atual tem se revelado um desafio exponencial. Entretanto, manter-se atualizado às tendências de mercado, pensar de forma criativa e inovadora, buscar o aprendizado contínuo e ter equilíbrio entre as demandas pessoais e profissionais parece ser a chave para uma performance organizacional de sucesso a longo prazo e em consonância com os conceitos Future Ready e Future Proof, que estão relacionados com a capacidade de estar pronto para enxergar seu espaço lá na frente e a habilidade em saber viver neste novo ambiente, respectivamente. Você e sua empresa estão prontos?

*Por Victor Mirshawka, consultor na Fábrica de Criatividade e professor de Pós Graduação na FIA

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